Skol dá adeus ao machismo e se transforma usando o digital

Skol dá adeus ao machismo e se transforma usando o digital

As pautas do feminismo e também de outros movimentos sociais estão ganhando cada vez mais espaço de discussão na sociedade. Por isso, a Skol assumiu seu passado machista e entendeu que o mundo mudou. Com isso mudou seu posicionamento e evoluiu.

Faz parte do trabalho da publicidade e do marketing ficar de olho no que acontece na sociedade e nas tendências do mercado, para que possam se adaptar.

Para muitos, a mudança repentina não convenceu. Porém, a Skol fez questão de se retratar, explicando que assim como nossa sociedade, a empresa também mudou seus pensamentos, e que as imagens do passado não a representam mais: “Já faz alguns anos que algumas imagens do passado não nos representam mais. O mundo evoluiu e a Skol também.” A Skol também afirma que não quer apagar sua história, mas sim reescrevê-la.

SkolPosters da campanha “Reposter”

A Skol começou a investir esforços no seu posicionamento após uma infeliz campanha no Carnaval de 2015 que fazia uma apologia ao assédio sexual. Depois de ser massacrada nas redes sociais, a Skol percebeu que esse tipo de comunicação é insustentável.

Hoje, não é mais aceito por muitas pessoas a utilização da imagem da mulher como objeto para promover a venda de um produto ou serviço. Por isso, para o dia das mulheres, a Skol desenvolveu um projeto chamado “Reposter”, que fez parceria com artistas mulheres engajadas na causa feminista para que recriassem sob sua perspectiva os posters antigos da Skol que continham representações hiper sexualizadas de mulheres.

Além disso, a campanha trazia também um site interativo onde era possível enviar seu próprio pôster, e os mais legais seriam escolhidos para aparecer lá. Os posters da Skol foram um sucesso e geraram uma repercussão positiva nas redes sociais.

O vídeo do post divulgando a campanha na página do Facebook da Skol obteve mais de 7,5 milhões de visualizações, 56 mil compartilhamentos, 216 mil reações e 34 mil comentários. A grande parte dos comentários parabenizava a marca e comemorava essa pequena vitória para as mulheres, alguns inclusive criticando outras marcas de cerveja que ainda não se modernizaram.

Posters da campanha “Reposter”

As artistas escolhidas foram Eva Uviedo, Elisa Arruda, Carol Rosseti, Camila do Rosário, Manuela Eichner, Tainá Criola, Sirlaney Nogueira e Evelyn Queiroz. Além disso, era possível fazer seu próprio pôster e enviar para o site da campanha.

“Convidamos ilustradoras e artistas plásticas para recriar pôsteres antigos de Skol sob um novo olhar. Porque lugar de mulher é onde e como ela quiser. Redondo é sair do seu passado.”

A empresa tem dedicado grandes esforços em mudar sua imagem perante as pessoas. O caso mostra a importância das marcas saberem se adaptar ao mercado de acordo com as demandas dele. Mais do que isso, é preciso que essa transição seja feita de forma bem planejada para que seja crível. Afinal, uma mudança de pensamento tão radical quanto essa, se feita de forma superficial e mal planejada, pode não funcionar e acabar prejudicando mais ainda a imagem da empresa.

O fato da campanha ter sido feita na internet foi essencial para que pudesse viralizar e atingir rapidamente um grande número de pessoas, além de gerar buzz marketing. As redes sociais facilitam o compartilhamento e engajamento, estimulando também o debate. A partir daí, o poder do digital fez com que a mensagem da Skol fosse trazida para o offline e espalhada no boca a boca, atingindo mais pessoas ainda.


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