Fake News: riscos para as empresas e melhores práticas de combate à desinformação

Fake News: riscos para as empresas e melhores práticas de combate à desinformação

O avanço da tecnologia nos permitiu ter a mão muitas informações. Através de celulares e computadores acessamos notícias, redes sociais e locais de qualquer lugar e com apenas alguns cliques. Hoje o número de pessoas utilizando a internet já ultrapassou 4 bilhões. 

Veja nosso material sobre tecnologia e estudos futuristas. 

Parece perfeito, não é mesmo? Mais ou menos! 

Como tudo que cresce rapidamente, a tecnologia ainda encontra dificuldades para lidar com problemas relacionados a disseminação desenfreada de informações. Um deles, e que talvez seja um dos assuntos mais discutidos do momento são as fake news

Quando pensamos em fake news geralmente relacionamos a boatos ou fofocas. Porém o assunto é bem mais complexo que isso. As fake news se tratam de conteúdos falsos, que se passam por verdadeiros e são propagados através da internet e de redes sociais com o intuito de beneficiar economicamente ou socialmente determinado grupo. Sejam desde pessoas envolvidas a grupos políticos até envolvidos com grupos cibercriminosos. 

O aumento dos conteúdos fake afeta a sociedade inteira. Tanto indivíduos como também os veículos, marcas e empresas que se comunicam com seus clientes e muitas vezes são alvos desse tipo de notícia. 

Recentemente, a CCI França-Brasil, em parceria com a Agence France-Presse, promoveu no Rio de Janeiro o evento “Fake news: riscos para empresas e melhores práticas de combate a desinformação”. O objetivo foi trazer a questão para o ambiente corporativo e debater dados que alertam sobre a importância das marcas se preocuparem com o assunto. 

No blog de hoje separamos tudo que foi relevante no evento. Confira!

Fake News: Desafios das Organizações 

O Diretor Geral da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), Hamilton dos Santos, apresentou o estudo realizado em 2018 com empresas privadas, mistas e entidades, que buscou entender a dimensão do problema e buscar mecanismos que possam contribuir para diminuir a propagação das fake news. Veja alguns dados: 

  • 85% das empresas têm preocupação com as fake news, porém, apenas 37% têm a fake news incluída em seus temas estratégicos; 
  • 76% das empresas não possuem estrutura formal para acompanhamento e gestão das publicações falsas. Nas 20% que possuem, essa estrutura está configurada como área interna e subordinada ao setor de comunicação; 
  • Os principais impactos potenciais que preocupam as organizações são: danos à reputação da marca, danos à imagem da organização, perdas econômico financeira e credibilidade da organização; 
  • Para a os entrevistados os canais que mais divulgam fake news são os aplicativos de mídia social e mensagens (87%) e os que menos divulgam são agregadores de notícias (21%); 
  • O impacto para eles na opinião pública é maior quando se tratam de assuntos políticos (87%) e os que menos geram repercussão são os relacionados a ciência e tecnologia (12%).
  • Para 91% dos participantes, as informações mais confiáveis são as encontradas nos veículos tradicionais (jornais e revistas impressos ou on-line) enquanto que as menos confiáveis são as encontradas nas mídias sociais (71%). 
  • A grande maioria dos participantes (89%), afirmam que as plataformas de redes sociais não têm feito o suficiente para auxiliar os usuários na verificação da veracidade de um artigo antes de seu compartilhamento. Também acreditam que as plataformas são as principais responsáveis por tomar medidas de combate às fake news (64%).

Fake News x Desinformação

Em sua fala, a Coordenadora da célula de Fact-Checking AFP América Latina, Elodie Martinez, esclareceu o que são as fake news e como o termo desinformação é ainda mais abrangente e complexo, quando se trata das informações falas. 

A AFP possui a maior rede de fact-checking do mundo, e a coordenadora falou sobre os principais tipos de conteúdos usados para disseminação das fake news. Entre eles estão: 

  • Fotos alteradas ou capturadas em situações diferentes das informadas nas publicações; 
  • Vídeos tirados de contexto;
  • Declarações inventadas. Tuítes manipulados e alterações em código html, são alguns exemplos;
  • Videos adulterados e as deepfakes.

#ÉBoato 

Enquanto a média global de pessoas que afirmam já ter recebido alguma fake news é de 37%, no Brasil esse número chega a 61%, estamos em primeiro lugar. Por aqui, a maioria das pessoas se informam pelo Facebook e Whatsapp e notícias falsas são 70% mais compartilhadas que as verdadeiras. 

Esses foram alguns dados apresentados pela Diretora de Comunicação da Coca-Cola Brasil, Mariana Peixoto, que também falou sobre a iniciativa #ÉBoato, criada pela empresa. 

#ÉBoato trata-se de uma plataforma online, onde são desmentidos boatos e notícias relacionados aos produtos da empresa e os ingredientes usados na composição. O site permite que a Coca Cola: 

  • Monitore os boatos relacionados à empresa; 
  • Busque respostas para cada um, com ajuda dos departamentos responsáveis e de especialistas;
  • Produza conteúdos atraentes para que o consumidor se torne aliado da empresa na disseminação de informações verdadeiras; 
  • Tenha  funcionários como multiplicadores. 

 

Estes foram apenas alguns pontos relevantes do evento. O tema é muito mais complexo e a necessidade de criar mecanismos que protejam marcas, empresas e a sociedade das fake news é essencial e urgente. Se você ainda não colocou este assunto na pauta da sua empresa, está na hora de mudar o posicionamento. 

Gostou do conteúdo e deseja saber mais sobre o impacto das fake news? Continue acompanhando nossas redes, sempre estamos envolvidos em alguma prática de combate ao conteúdos falsos. 

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