Startups no Brasil: Mais de 10 mil startups, 8 unicórnios e crescimento em investimentos de 51% em 1 ano

Os desafios econômicos do país tem impulsionado cada vez mais empresários e empreendedores brasileiros a investirem em startups.Saiba mais no artigo de hoje

Startups no Brasil: Mais de 10 mil startups, 8 unicórnios e crescimento em investimentos de 51% em 1 ano

Para contornar os desafios do país e inovar no mercado corporativo, cada vez mais empresários investem em startups. Segundo dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o mercado brasileiro já conta com mais de 10 mil startups e esse número só tende a crescer.

Mas, antes de continuarmos te explicando o crescimento das startups no mercado brasileiro, é preciso entender o que são as startups.

Definição de Startups para investidores

Na visão de alguns especialistas, uma startup pode ser definida como qualquer pequena empresa em seu período inicial de desenvolvimento. Outros, no entanto, defendem que a definição de startup diz respeito à empresas com baixos custos de manutenção.

Já para a Startup Base, uma startup pode ser definida como um novo empreendimento que visa desenvolver um modelo de negócio viável, geralmente baseado em tecnologia inovadora.

Nesse contexto, muitos investidores fundam startups a fim de desenvolver um modelo de negócios escalável para melhor atender uma necessidade de mercado ou criar uma solução para um problema.

Cenário brasileiro: Oportunidades e desafios enfrentados

Agora que você já sabe o que são startups, entenda um pouco mais sobre esse modelo de negócios no mercado brasileiro.

Uma pesquisa divulgada pela Mckinsey & Company em 2018, revelou que o modelo de startups gerou mais de 30 mil empregos e movimentou mais de US$1 bilhão em investimentos no Brasil.

Além disso, a pesquisa sinalizou que atualmente o país conta com 8 startups unicórnios. Apesar de o nome ser o de um animal dos contos de fada, o termo unicórnio refere-se, no jargão empresarial, a startups avaliadas em US$ 1 bilhão ou mais.  

Um fato curioso é que muitos investidores acreditam que o Brasil possa ter mais 7 unicórnios ainda este ano. O otimismo pode ser explicado pela previsão de crescimento de 2,7% do PIB neste ano, e pela elevada pontuação na Bolsa de valores de São Paulo.

Outro dado que vale a pena ser compartilhado, é a “Radiografia das Startups Brasileira”, onde podemos perceber que a maioria dos empresários investem em startups nos segmentos de serviços, tecnologia, mídia e telecomunicações e financiamentos tecnológicos.

Os desafios econômicos do país tem impulsionado cada vez mais empresários e empreendedores brasileiros a investirem em startups.Saiba mais no artigo de hoje

“Radiografia Startups Brasileiras”. Fonte: ABStartups

 

Além disso, vale a pena você saber que, historicamente, o movimento de startups mais forte sempre foi mais fácil de ser encontrado em grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis.

Esse movimento nos centros urbanos se explica devido à alguns fatores, como disponibilidade de capital e mercado atrativo.

Entretanto, apesar dos dados e números otimistas, muitos empresários afirmam enfrentar obstáculos para crescer a receita de suas startups nos primeiros anos.

Os principais desafios, de acordo com esses empresários, são: engajamento do consumidor, marketing e aquisição de consumidores, preços e receita.

Os desafios econômicos do país tem impulsionado cada vez mais empresários e empreendedores brasileiros a investirem em startups.Saiba mais no artigo de hoje

“Radiografia Startups Brasileiras” – Principais obstáculos enfrentados por empresários. Fonte: ABStartups

Além desses desafios, o financiamento também é uma questão que pode ser uma barreira para muitos empresários.

A maioria dos financiamentos de startups são oriundos de capital próprio, ou de família e amigos. Uma pequena parcela de financiamentos também é advinda de aceleradoras de startups. Porém, o financiamento por bancos ainda é um obstáculo a ser superado.

Apesar de os financiamentos em startups ainda não serem tão significativos quanto deveriam, recentemente, o mercado brasileiro tem entendido a relevância das startups. Desse modo, nos últimos anos, o número de aceleradoras têm apresentado crescimento considerável.

“A gente percebe que teve um amadurecimento muito grande do setor. Quando a gente pega 2012, ainda nem havia no Brasil de forma adequada à constituição de aceleradoras, empresas, conceitos de incubadoras. O tema subiu de nível. Esse número vai crescer muito mais em diversos segmentos”, acredita Rafael Moreira, secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Os novos empreendedores

No que se refere ao cenário brasileiro, o perfil dos empreendedores que investem no mercado de startup são, em sua maioria, homens na faixa de 30 anos de idade.

Se você acompanha nosso blog, você já sabe que, apesar da predominância de empreendedores do gênero masculino, startups fundadas por mulheres rendem mais à longo prazo.

Segundo estudos do The Boston Consulting Group (BCG), essa disparidade pode ser explicada devido ao fato de empreendedoras do sexo feminino serem mais questionadas se têm o conhecimento técnico básico para liderar o negócio.

Aquecimento do mercado de startups

Apesar de todos os desafios enfrentados, startups, como a 99, foi uma aposta certeira em meio a crise, e hoje, é uma unicórnio com um serviço extremamente necessário para muitos brasileiros.

Para Paulo Veras, fundador da 99, a sociedade não tem noção de como esse mercado está quente. No passado, diz ele, o País tinha bons projetos, mas não tinha dinheiro para tirar do papel. Hoje, a situação é outra: “O mercado nunca teve tanto dinheiro para startup”.

Além da 99, Nubank, Movile, Stone, PagSeguro e Gympass são algumas das empresas brasileiras que se tornaram unicórnios.  Desde 2011, quando a onda do empreendedorismo digital começou a crescer no país, os investimento aportaram quase R$ 13 bilhões no Brasil. Só no ano passado, os fundos chamados de venture capital, investiram US$ 1,3 bilhão (R$ 5,1 bilhões), volume 51% superior ao de 2017, segundo dados da Associação Latino-Americana de Private Equity e Venture Capital – Lavca. O montante representou 65% de todos os investimentos feitos na América Latina segundo dados da McKinsey & Company.

A expectativa é um aumento de investimentos e fôlego para mercado de startups. Em março, a corporação multinacional japonesa Softbank anunciou o lançamento de um fundo de US$ 5 bilhões (R$ 19,8 bilhões) para investir em startups na região com grande parte dos recursos sendo alocado em empresas brasileiras.

Observando o movimento acelerado de crescimento das startups no Brasil e o envolvimento de agentes digitais na criação e aceleração de startups, a ABRADi lançou o Comitê Nacional de Startups cuja missão é liderar o diálogo sobre desafios e oportunidades do ecossistema de empreendedorismo digital no Brasil, trazendo o mindset de inovação das startups para as estruturas organizacionais dos agentes digitais e dar visibilidade para tais iniciativas.

Os membros deste comitê são Marcelo Velloso, presidente e os membros executivos Fábio Medeiros e Ana Paula Tavares, CEO da Aporama. A Comissão conta ainda com os membros honorários, Carlos Paulo Jr. e Gustavo Esteves.

Aqueles que se interessarem, podem entrar em contato com a comissão através do e-mail: comitedestartups@abradirj.com.br .

Quer saber como o modelo de startup pode ajudar o seu negócio? Fique à vontade para conversar com a Aporama!

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