Storytelling: Como contar histórias que se vendem sozinhas

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Storytelling: Como contar histórias que se vendem sozinhas

Você sabe como contar histórias para vender mais? Aprenda aqui como fazer storytelling e alavancar os resultados da sua empresa.

O storytelling começou antes mesmo dos livros, no tempo das cavernas, com os desenhos nas paredes. Ele é a forma mais antiga de passar conhecimento para gerações futuras. Além disso, como o ser humano é diretamente influenciado por histórias, o storytelling também tem um papel importante nas nossas tomadas de decisão.

Uma boa história é criativa, inovadora e cria uma relação emocional e pessoal. Inspirando uma ação, e levando o público a mudanças comportamentais.

A visão de mundo que possuímos é reflexo do conjunto de histórias que acreditamos. Por isso pessoas que contam e acreditam em histórias semelhantes, possuem valores e princípios também semelhantes. Portanto, uma boa história é essencial para criar uma sensação de pertencimento a um grupo, de “nós”.

Diante disso,  tenha em mente que uma boa história ajuda empresas a se conectaram com os seus clientes. E nesse post, vamos te explicar o porquê e como fazer isso.

 

Por que somos impactados?

Antes de irmos direto para as técnicas, precisamos contextualizar o porque somos mais impactados por histórias.

Nesta apresentação sensacional de Simon Sinek, ele nos explica como o consumidor se conecta a marcas. Além de nos mostrar que não compramos o que uma marca vende, e sim o porque ela vende.

Todos nós somos conscientes de que compramos mais pela emoção do que pela razão.

Por exemplo, a propaganda da Coca-Cola se baseia em storytelling sobre amor, família, amizade, urso polares em suas casas, velhinhos de barba branca no Polo Norte bebendo o refrigerante e, tornando a noite de Natal mágica. Ela não te pede, diretamente, para comprar uma garrafa. Entende a diferença que faz saber contar uma boa história?

De acordo com o psicólogo e pesquisador Jerome Bruner, um fato que está ligado a uma narrativa possui 20 vezes mais chance de ser lembrado. Além disso, narrativas inspiram mais que fatos e informações isoladas.

Nós também somos impactados porque histórias estimulam a nossa curiosidade, direcionando, assim, a nossa atenção para um post em específico. Que por sua vez, nos inspira e se torna altamente compartilhável.

Manual de instruções para um bom storytelling

Bem, na verdade não existe um manual de instruções para storytelling. Porém, mesmo não existindo uma receita, ao observar as narrativas bem sucedidas, conseguimos perceber alguns a padrões que se repetem.

Antes de começar, é necessário ter algumas questões respondidas sobre a sua história. Isso, porque, essas perguntas serão o seu guia, briefing.

  1. O que você quer falar?
  2. Com quem você quer falar?
  3. Por que você quer falar?
  4. Onde você quer falar?
  5. Quando você quer falar?
  6. Como você quer falar?

Outro ponto importante é definir onde o storytelling será compartilhado. Essa escolha, seja de momento ou canal, precisa estar alinhada com a sua estratégia de marketing.

Não sabe como montar uma estratégia de marketing digital de sucesso? Então dá uma olhadinha nesse artigo!

Não se esqueça de definir o seu público. Afinal, histórias são feitas de pessoas para pessoas. Por isso, é essencial construir uma persona para te ajudar no processo de criação.

Só após concluir as etapas anteriores, que o roteiro deve ser montado.

Você sabia que a maioria das narrativas famosas seguem um padrão de sequências e elementos?

Presente na Bíblia, na saga Harry Potter, nas fábulas, passando pela mitologia grega, contos de fadas, Star Wars, a Jornada do Herói desde sempre é uma poderosa técnica para se contar uma história envolvente.

A Jornada do Herói

A Jornada do Herói nos é apresentada por Joseph Campbell, em seu livro “O Herói de Mil Faces”. Ela é um estudo que constata a presença de um padrão narrativo em histórias famosas e emocionantes.

A Jornada é excelente para se guiar ao construir seu storytelling, mas é necessário adaptar os seus elementos ao seu produto e objetivo. Além disso, é um ótimo manual para se inspirar caso precise de referência para criar uma história.

Campbell afirma que todas as histórias giram em torno de um “herói”, seja ele um herói propriamente dito, como por exemplo, Hércules, ou um herói subjetivo, que damos o nome de anti-herói.

Durante a história, o personagem principal, o herói, para uma série de acontecimentos, que são constituídos por diversos elementos característicos. E esses acontecimentos são padrões que ocorrem em muitas histórias.

A seguir, iremos explicar a Jornada do Herói aplicando um exemplo. Ao ler, tente encaixar outros contos que você conhece dentro deste mesmo ciclo.

Introduzindo o personagem

“Harry Potter era um menino comum, que morava no armário debaixo da escada.”

A introdução é um item fundamental na estrutura da sua história.

É nesse momento que o personagem é apresentado ao público, contextualizando a sua locação, o ambiente e a sua situação atual.

Também é quando se inicia o processo de gerar empatia no público. Eles devem se identificar com o herói.

Desenvolver essa conexão é muito importante, pois é essa ligação que irá reter o interesse do espectador pela sua história.

Apresentando o problema

“Na noite do seu aniversário de 11 anos, Harry recebeu uma visita. Essa visita lhe contou ele era um bruxo, e deveria partir para a Escola de bruxaria.”

Logo em seguida a introdução, deve acontecer a apresentação do problema.

Essa transição não deve ser demorada, pois a reviravolta na história apresentada pelo problema que irá estimular a curiosidade do público.

Este problema podem ser diversas situações, sejam elas fantasiosas, como um mundo bruxo, ou coisas do cotidiano, como um pneu furado. O importante é ser algo que se assemelhe com a dor da sua persona, e assim, causar empatia. Por isso saber com quem você está falando é muito importante ao criar uma campanha storytelling.

Recusa ao chamado

“Por ter sua vida toda no mundo dos trouxas, Harry não sabia nada sobre como ser um bruxo.”

O problema não pode ser algo subestimado em sua história.

O problema não deve ser uma tarefa fácil. O seu herói precisa pensar em desistir, e ter argumentos que colaborem para a falha execução da tarefa.

É nesta fase da narrativa, que os elementos que dificultam a vitória são introduzidos na história.

Oferecendo ajuda

“Porém, Harry tinha Rony e Hermione, bons amigos que o ajudariam. Além disso, ele ganhou sua primeira varinha e iniciou os estudos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. E lá, conheceu o seu mentor e diretor, Albus Dumbledore.”

Já nesta fase da narrativa, o herói é apresentado a aquilo que o vai ajudar a superar os desafios da trama.

Geralmente, também neste momento, o herói passa a ser assistido pela figura de um mentor. Mentor esse que irá protegê-lo e orientá-lo durante o desenrolar da narrativa.

Geralmente, este é o melhor momento para apresentar a sua marca. Isso porque, ela deve ser vista como o agente modificador que irá auxiliar a sua persona a solucionar o problema, que antes parecia ser impossível.

A superação em etapas

“Harry, então, começa a aprender sobre magia. Durante o ano letivo, ele é testado diversas vezes por vilões poderosos, mas encontra cada vez mais força para superar cada etapa seguinte.”

O caminho do seu herói não deve ser fácil. Mesmo com ajuda dos seus amigos, mentor e itens poderosos, o protagonista deve encontrar diversos empecilhos pelo caminho. E conforme esses desafios forem surgindo, ele deve encontrar novas formas de superá-los. Isso tudo, para que, ele seja treinado para o desafio final da trama.

O desafio final

“Harry, ao final de tudo, em seu último desafio, passa por uma provação máxima: precisa enfrentar o seu inimigo mais poderoso, Voldemort, aquele que matou seus pais.”

O desafio final, está sempre ligado a qual que não aparece explicitamente.

Em todas as tramas que seguem a Jornada do Herói, o protagonista só consegue vencer o seu desafio final se superar os seus próprios medos e inseguranças.

Ir desenvolvendo o caráter do personagem, mostrando a sua evolução, é elemento fundamental da história. É neste momento, que você deve transmitir confiança para o público.

Como ele está torcendo para vitória do seu herói, ele acreditará que superar suas próprias dificuldades irá o ajudar a vencer a sua dor.

Por exemplo, ele acreditará que por ele apenas querer comprar o seu produto, isso irá lhe ajudar a resolver esse problema em questão.

Conclusão

“Harry consegue vencer o seu adversário, graças à ajuda de seus amigos, e finalmente derrota o mal. Depois dessa aventura, ele retorna ao seu lar, mas como um menino bruxo e muito mais sábio do que antes.”

 

Neste último momento apresentamos para o público o quanto a vida do herói mudou, por ele ter conseguido superar o desafio. E quanto ele se sente melhor. mais maduro, seguro, inteligente e tranquilo depois de aceitar a mudança que o desafio provocou em sua vida.

Vamos começar?

Conseguiu perceber que esse padrão está presente na maioria das narrativas de sucesso?

Ele funciona muito bem porque atua com paradigmas que já estão presentes em nosso subconsciente. E, por isso, possuímos a tendência de simpatizar com histórias que envolvam estes mesmos elementos de storytelling.

Entretanto, sempre é possível fugir da estrutura Jornada do Herói e criar narrativas que não a seguem. Porém, se você está iniciando neste caminho, a melhor opção é seguir uma opção mais fácil. Vale a pena tentar adaptá-lo à sua história.

Tenha em mente que é essencial que a sua história esteja de acordo com a sua estratégia de marketing, só assim ela será bem sucedida.

Uma boa opção é contar a história da sua marca.

Como empreender não é uma tarefa fácil, com certeza há elementos emocionantes nesta história. Elementos que podem ser gatilhos para criar sentimento de empatia com o seu público. E assim, fazendo com que ele se identifique com o motivo de você fazer o que faz.

Quer um exemplo? Veja como a Hubspot apresenta o seu crescimento de maneira leve, e atrativa para o leitor neste artigo.

Primeiramente, ela inicia falando sobre seus sonhos, vontades e como ela se conecta com os seus diversos públicos através de objetivos em comum.

O que poderia ser um relatório “chato”, ou um “sobre nós” monótono, se tornou um storytelling envolvente que conecta o público a empresa através de empatia e autenticidade.

Reviravolta: este artigo é um storytelling

Você como nosso herói nessa história, necessita solucionar um problema. Problema esse que seria contar uma história atrativa.

Nós, da Aporama, fizemos o papel do mentor. E, te apresentamos diversos caminhos e elementos para auxiliar a solucionar o seu problema.

E como você, com certeza, irá conseguir escrever boas histórias e aplicar os ensinamentos deste artigo, irá vencer o seu desafio. E assim, conseguirá aplicar essa estratégia de marketing de conteúdo com muito mais facilidade.

Portanto, não deixe de entender como o marketing de conteúdo funciona, e como ele é importante para o seu negócio. Se interessou? Então é só clicar aqui.

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